quinta-feira, 8 de julho de 2010

Janela da Alma


Janela da Alma (Documentário)

ficha técnica:

  • título original:Janela da Alma
  • gênero:Documentário
  • duração:01 hs 13 min
  • ano de lançamento:2002
  • site oficial:
  • estúdio:Ravina Filmes
  • distribuidora:Copacabana Filmes
  • direção: João Jardim , Walter Carvalho
  • roteiro:João Jardim
  • produção:Flávio R. Tambellini
  • música:José Miguel Wisnick
  • fotografia:Walter Carvalho
  • direção de arte:
  • figurino:
  • edição:Karen Harley e João Jardim
  • efeitos especiais:



Trechos:

– Hoje estamos vivendo de fato na Caverna de Platão. Pessoas olhando
em frente, vendo sombras, e acreditando que estão vendo a realidade...
Perdidos de nós próprios e na relação com o mundo, não seremos nada.
(Saramago)

– O olhar na janela é outro olho na janela e outro olho na janela até o
infinito talvez nunca seja na verdade a própria alma...
(Antonio Cícero)

– Fiz-me a pergunta: e se fôssemos todos cegos? E no momento seguinte
eu logo me respondi que estávamos mesmo todos cegos da razão. Tem
explicação, mas não tem justificação.
(Saramago)

– O primitivo manda na minha alma. Não entra pelo olho. O olho vê, a
lembrança revê. O poeta transfigura o real e isso é o mais importante
...acho que eu não disse o que vocês queriam ouvir... ah ah ah.
(Manoel de Barros)

– A realidade não existe, cada experiência de olhar é um limite.
(Saramago)

– As pessoas não sabem mais ver...vive-se uma cegueira generalizada. Não
vejo imagens, faço imagens. Fotografo a mortalidade das mulheres. Não
se deve usar a língua dos outros, o olhar dos outros, senão existimos através
dos outros. Enxergo com um terceiro olho. [mostra um espelhinho
embaixo do casaco]
(Eugen Bacar)

– Você nunca se descobre pensando fora de foco. Eu não me penso fora de
foco. O mundo é que está ou eu que estaria? Nunca pude olhar muito de
perto no espelho. Quando tentava, batia no espelho.
(Carmella Gross)

– A perfeição da 5a. Sinfonia de Beethoven ...simples, substantiva, a única
coisa que poderia ser, o irredutível.
(Walter Lima Jr.)

O olhar na janela é outro olho na janela e outro olho na janela até o
infinito talvez nunca seja na verdade a própria alma...
(Antonio Cícero)

– O olhar deprimido e triste da minha mãe olhando para mim isso me
afetou sou um fracasso mas I don’t wanna be a failure. Mammy, don’t go!
Eu sofri um paradoxo após uma cirurgia com muito sucesso, meu olho foi
corrigido e ninguém notou. O filme também foi um sucesso e acho que
ninguém entendeu. Não era um filme sobre a deformidade facial... a verdadeira
lesão não era perder um olho, era a lesão interna.
(Marjut Rimminen)

– O filme Jacquot de Nantes é sobre Jacques Demy, meu marido. Só tive
essa visão tão perto dele porque eu tinha medo de perdê-lo. E ele morreu
pouco tempo depois da filmagem. Sua pele, seus pelos, parece que não há
distância entre o olho do observador e a pele. Somos parte dele. Só o
amor poderia me fazer vê-lo tão perto. Só eu, olhando-o dessa forma,
poderia filmá-lo assim.
(Agnes Warda)

A emoção compõe com o olho da razão um acorde peculiar, de timbre inaudível. É possível
ser cego e sonhar com imagens. Fotografar, enxergar, compor. Amar. Filmar.
(Maria Cristina Ribas)

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